Mesmo um pouco é bom.

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Estudos internacionais buscam o tempo mínimo de exercícios físicos com o máximo de melhora na saúde e longevidade. Tanto para combate ao câncer quanto para prevenir o desgaste de órgãos vitais como cérebro e rins, os cientistas chegaram ao consenso de que 225 minutos semanais de treinamento intenso, como corrida ou uma partida de tênis, são o suficiente. É o equivalente a pouco mais de 32 minutos por dia. A partir desse nível, os impactos na qualidade de vida permanecem os mesmos, segundo as estatísticas. A ideia, que dá o título a um dos artigos recentemente publicados, é a de que “mesmo um pouco é bom.”

Os cariocas Alan Sabota e Bruna Rossi possuem rotinas completamente diferentes. Ela, de 23 anos, corre até quatro vezes por semana numa média de 30 minutos por dia. “Corro pra fugir do sedentarismo e porque amo correr mesmo. Fazia uma hora, mas senti que estava demandando muito esforço do meu corpo para uma meta que era simplesmente me manter saudável. Baixei o tempo até não provocar um esgotamento e vi que 30 minutos era o perfeito para mim”, diz a jovem, recém formada em comunicação. Já Sabota, de 37 anos, é treinador de artes marciais e participa de competições esportivas. Sua preparação física envolve uma agenda elaborada com treinos diários de diferentes durações e intensidades de segunda a sexta-feira, podendo ir de uma hora até três horas por dia num total de 660 minutos semanais. Muito mais saudável que Bruna, certo? Errado.

Pesquisadores da universidade de Harvard e do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos se reuniram para analisar dados sobre a saúde e os hábitos de 661 mil pessoas. Com base em seis outros estudos, eles desenvolveram uma avaliação da quantidade e da intensidade dos exercícios e perceberam uma conexão com a longevidade de cada indivíduo. O foco principal foi encontrar um padrão entre os casos de câncer ou de doenças vasculares cerebrais comparados com a rotina de ginástica (leia quadro). “Nossas descobertas sobre o formato da curva no gráfico de atividade física versus mortalidade mostram que há um platô a partir de 225 minutos semanais”, afirma a principal autora do artigo, Hanna Arem, PhD em doenças crônicas e epidemiologia. No quadro de estatísticas da pesquisadora, os cariocas Sabota e Bruna estariam distantes apenas 2% em riscos de mortalidade, apesar dele fazer 540 minutos a mais de exercícios por semana. Atividades consideradas “moderadas”, como caminhar, no entanto, demandariam mais tempo, segundo o estudo. O gráfico atinge o limite na média de 450 minutos semanais. É a ciência acabando com as desculpas dos preguiçosos em cuidar da saúde.

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