A culpa é nossa!

As pessoas estão morrendo em função do Corona vírus. Sabe quem são os mais atingidos???

Em 29 de fevereiro foi publicado em Paris, que essa doença respiratória infectou mais de 85.000 pessoas, em mais de 50 países, desde o seu surgimento na China, em dezembro. Esse número vem crescendo desde então, fazendo inúmeras vítimas.

No Brasil temos alguns estados mais atingidos que outros. No início, o risco maior de contaminação era para pessoas acima de 65 anos, pessoas com doenças crônicas (cardiovasculares, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica) e pacientes com câncer diagnosticados há menos de 5 anos.

Porém, os últimos estudos publicados propuseram novos fatores: pacientes em diálise ou outro tratamento para doença renal crônica, asma, tabagismo e OBESIDADE, explica o Professor Leandro Rezende.

Karina Toledo, da Agência FAPESP, publicou em 18 de maio de 2020 que mais da metade da população brasileira pertence a algum grupo de risco.

Em novembro de 2019, havia sido liberado um estudo pela OMS (Organização Mundial da Saúde), apontando que a maioria dos brasileiros não praticam atividade física suficiente, indo ao encontro com a informação de que nossa população está em alto risco.

Atividade física regular promove inúmeros benefícios para saúde. O acesso à informação chega em quase todos os lugares do mundo e é sabido que o individuo saudável, praticante de exercício pelo menos 150 minutos por semana, corre menor risco de se infectar por esse vírus e essas tantas doenças que citamos.

Por isso a CULPA É NOSSA! De todos os profissionais de Educação Física (eu também). Nós falhamos e vamos continuar falhando se não orientarmos as pessoas a mudarem seus hábitos. Nós temos o poder de auxiliar a diminuição dos riscos para a população. Estudamos para isso, temos formação, conhecimento, ciência, teoria e prática. Nossa missão é fazer o ser humano se movimentar, fazer exercícios e manter a imunidade alta. Só assim esse vírus e essas doenças não vão continuar nos atingindo de maneira avassaladora.

Por isso, deixem nos redimirmos. Queremos te ajudar a se tornar FORTE, te tirando da zona de risco. Vamos fazer o seu corpo, a sua mente e seu espírito se transformarem.

Procure o profissional de Educação Física!

AUTOR: DOUGLAS LEÃO

AFP/OMS/OPAS/FAPESP

SAUDE.ABRIL.COM.BR

“PANDEMIA”

Depois de aproximadamente dois meses de Corona Vírus no Brasil, resolvi escrever sobre tudo que está acontecendo.

É preciso um breve resumo sobre o histórico da Pandemia, antes de elucidar o assunto propriamente dito. Como tudo começou?

Em 31 de dezembro de 2019 a OMS (Organização Mundial da Saúde) foi alertada sobre diversos casos de doenças respiratórias na cidade de Wuhan, na China. Tratava-se de um vírus nunca antes detectado em humanos.

Pouco tempo depois os Chineses comprovaram a existência de sete diferentes tipos de Corona Vírus em humanos. Em 30 de janeiro de 2020 a OMS declarou surto do novo Corona Vírus, que constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII). Isso significa risco de saúde pública para outros países, disseminação internacional da doença, o que requer uma resposta de todo o mundo de maneira coordenada e imediata.

Em 11 de março de 2020 o Novo Corona Vírus (Covid-19), foi caracterizado pela OMS como PANDEMIA. Isso se refere à distribuição geográfica de uma doença e não á sua gravidade.

Em 18 de março de 2020, foi decretado pelo prefeito de Florianópolis o isolamento social. Essa medida serve para separar as pessoas doentes (sintomáticas) das não doentes, para evitar a propagação do vírus. Outras cidades, não só do Brasil, mas do mundo todo adotaram a mesma medida!

A partir desse momento o “CAOS” estava instalado, informações divergentes, “fake news”, incertezas, escolas fechadas, empresas, academias, comércio, apenas mercados, farmácias, hospitais e postos de gasolina funcionando, na maioria das cidades. Cada governo adotou a maneira que julgava mais eficiente para conter o vírus. A preocupação que era momentânea, para que a população não fosse muito atingida, foi sendo ampliada, e os decretos revogados por semanas e ou meses.

Depois de aproximadamente um mês, as medidas começaram a mudar, o furo na economia, o desemprego, a incerteza de que o isolamento social estava funcionando contribuiu para isso. O plano de não deixar o número de infectados crescer muito, no mesmo período, e não termos condições de suportar a demanda nos hospitais foi realizado. Contudo, algumas cidades do mundo, conseguiram construir, equipar, e comprar o material necessário, para que houvendo uma demanda muito grande de pacientes, estivessem preparados. Em outras cidades não foi bem assim…

Por aqui tivemos, desvio de verba, roubos de equipamentos e muita informação divergente. Ao reabrir alguns setores da cidade, houve aqueles que protestaram, e aqueles que foram a luta de qualquer forma, pois já estavam passando fome, sem ter dinheiro e expectativa de melhora.

Aos poucos parece que vamos voltando a rotina se adaptando ao novo estilo de vida, regras e nível de conduta social. Com isso, começamos a enxergar outros problemas…

“Todo esses caos causado dentro de um período muito curto de tempo, pode ter consequências muito graves, como sofrimento psicológico”, disse Devora Kestel, diretora do departamento de saúde mental da OMS.

O ser humano, tem o instinto animal de sobrevivência e de viver em grupo. Então todo esse acontecimento, junto com a tecnologia e acesso a informação que temos, gerou o que vou chamar de “Caos Mental”.

Privando a população de ter liberdade de fazer suas escolhas, tendo em vista um plano supostamente eficiente é aceitável, mas sem ter perspectivas de futuro, sem ter dinheiro, sem ter comida… Não tem muito o que fazer!

Não é uma questão de escolher sobre a saúde (vida ou morte), ou economia (dinheiro). A economia é vida, precisamos fazer a roda girar e o mundo voltar a produzir. O tempo para se preparar passou, agora vamos enfrentar.

Se não reagirmos agora, tudo pode piorar, novas doenças surgirão. Se não conseguirmos manter nossa imunidade alta, fazendo exercícios, se alimentando com qualidade, dormindo bem a noite, vivendo com medo ou estressado, com dor ou angústias, tudo que fizemos não serviu para nada.

Dados preocupantes sobre variabilidade da frequência cardíaca, nos levam a acreditar em um número alto de suicídios, em função do Caos Mental que estamos passando.

Precisamos ir se adequando, se cuidando é claro, mas voltando a vida normal, fazendo as coisas que precisamos e gostamos, nos divertindo e ao mesmo tempo produzindo, para que o mundo que está longe de ser perfeito, pelo menos volte a nos dar esperanças. Agora é hora de combater o Caos Mental!

Autor: DOUGLAS LEÃO

Fontes: OPAS/OMS BRASIL.

IFSC.EDU.BR.

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